segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Casas decoradas com paisagens

Artista encanta povoado de Feira de Santana decorando casas com paisagens 

Fotografias em tamanho real instaladas por artista em fachadas de casas no povoado de Morrinhos mudam a paisagem e a autoestima da população. Confusão virou rotina entre moradores

 Thais Borges (thais.borges@redebahia.com.br)
Publicado em: http://www.correio24horas.com.br

Ao sair de casa pela manhã, a lavradora Maria Luísa Lopes, 84 anos, deu uma olhada na fachada de casa. Há um mês, a visão era familiar: paredes brancas e janelas verdes. No fim da tarde, quando voltou, o susto. No lugar da casa estava uma estrada de terra, rodeada por grama e por uma cerca de arame farpado. Estava na rua errada? Não. Todos os vizinhos pareciam estar no mesmo lugar - a Rua das Flores, no povoado de Morrinhos, a cerca de 40 quilômetros de Feira de Santana. Avistou o telhado e viu que o imóvel não tinha desaparecido. Mas... Cadê a porta?

Dona Doralice, 88 anos, tomou um susto: ‘Pensei que a minha casa tinha sumido’, conta como foi ver o lugar onde mora após o trabalho da artista visual Maristela Ribeiro
(Foto: Amana Dultra)

 É verdade que a estrada, a grama e a cerca são comuns em Morrinhos. Só que, nesse caso, não passava da fachada da casa onde mora desde que nasceu, com uma pitada de ilusão de ótica.

 Quem olha rápido – e até quem olha atentamente – pode não perceber que ali existe uma fotografia adesiva, impressa em tamanho real e colada no que antes era a parede branca. A intervenção faz parte de um trabalho da artista visual Maristela Ribeiro, professora do Instituto Federal da Bahia (Ifba). Há um ano, ela começou um projeto que pretendia mostrar a realidade de Morrinhos aos seus próprios moradores e ao mundo.
Não, dona Maria Luísa não está numa estrada de chão. Está na frente de sua casa em Morrinhos, Feira. Mais especificamente, na frente da porta - que até ela tem dificuldade de ver
(Foto: Amana Dultra)
Após oferecer oficinas de arte e fotografia à população, Maristela partiu para a última fase do projeto, que começou em dezembro e se estendeu até março. “Não encontrei nenhuma imagem da comunidade, que existe desde 1940. Imaginei trazer a paisagem regional e usar as casas como telhado”, afirma Maristela, que usa o projeto na pesquisa no doutorado em Artes na Universidade Federal da Bahia (Ufba). 

 Metáfora 


 Apesar de chamar atenção dos quase 400 moradores e também dos forasteiros, a casa de dona Luísa não é a única: as paisagens de Morrinhos foram transportadas para outras nove das cerca de 90 residências do local.

 “Meu objetivo era que as casas desaparecessem. Para mim, era uma metáfora sobre o esquecimento do local, sobre como essas pessoas são deixadas de lado e se tornam invisíveis”. Lá, a maioria dos moradores vive em casas de taipa, sem saneamento básico. A principal fonte de renda, além da agricultura familiar, é o Bolsa Família, segundo a pesquisadora. 


Morrinhos: cerca de 90 casas, 400 moradores e muito esquecimento
(Foto: Amana Dultra)

José Boaventura, o seu Nonô, é só sorriso após a mudança nas casas: ‘Todo mundo amou’
(Foto: Amana Dultra)



Pois, o objetivo foi alcançado. A casa de Luísa, assim como as outras, sumiu. “Eu demorei para achar a porta, na primeira vez”, lembra. Por sorte, viu o poste que fica quase ao lado da casa. “Agora, olho o poste! A porta fica perto dele”. Até os vizinhos estranhavam. “Perguntavam: cadê a casa de Luísa? Agora, todo mundo está encantado”, orgulha-se. 

Confusão
A reação de dona Doralice Lopes, de 88 anos, foi parecida. Seis dias atrás, ela não fazia ideia de que sua casa tinha se transformado em uma cerca que separa a estrada de terra de um rebanho de cabras.
Nos últimos quatro meses, o filho, o lavrador José Boaventura, 68, esteve sozinho na casa de três quartos – ela descansava na casa de outra filha, em Salvador, depois de uma cirurgia “nas vistas”. Quando chegou, não reconheceu a residência onde sempre morou.
“Perguntei: cadê minha casa, gente? Achei que tinha sumido! Quando saí, minha casa era branca. Voltei e estava verde!”, comenta, deslumbrada. Ela nunca tinha visto uma foto em tamanho real. Agora, sentada em um banco de madeira sem recosto, dona Doralice também vê a Rua das Rosas, embora a tal rua não fique ali. O que ela vê, na verdade, é  a fachada de outra casa que reproduz a via do povoado.

Artista Maristela Ribeiro (calça), em frente à casa de dona Doralice (laranja): metáfora
(Foto: Amana Dultra)


 “Eu nasci, me criei e perdi os dentes em Morrinhos, mas nunca tinha visto uma coisa tão bonita!”. Acostumado a ouvir promessas de políticos que não se concretizam, o filho dela, seu Nonô, achou que o mesmo fosse acontecer com a nova casa. “A gente pensava que não ia sair nada. Quando ela (Maristela) chegou e jogou o papel, foi que a gente viu. Todo mundo amou”. 

 Atração 


 Das dez casas, seis ficam na praça central da comunidade - que também concentra a maior parte da vida do povoado. Quase de frente para a igreja, a cachorra Pintada corre em direção às garças que sobrevoam os mandacarus. Contudo, só a cadela está realmente ali. Garças e mandacarus estão representados na casa da lavradora Joana Lopes, 52.
 “O povo vem filmar, gravar, tirar foto. Eu fico até preocupada, do jeito que as coisas estão hoje, né?”, dizia, enquanto um grupo de crianças parava em frente à casa para admirar a paisagem. “Ver a casa assim é bom demais. Pena que a gente ainda não tem condições para reformar dentro, né?”, lamentou, mostrando a parede lateral do imóvel, construída com adubo de barro. 

 Hoje, Maristela é reconhecida por onde passa, em Morrinhos. Não é política, nem popstar. Mas, lá, é quase uma celebridade. “No início, eles tinham desconfiança, mas são muito hospitaleiros. Perceberam que seria uma troca, porque eles têm uma estética própria”. E se depender dos moradores, essa estética vai ficar exposta por muito tempo, como garantiu dona Doralice: “Não deixo tirar. Só o tempo pode levar embora”, avisa.

 População reclama que abastecimento de água foi interrompido há 15 dias 

 Castigados pela seca, os moradores de Morrinhos têm se virado sem água há 15 dias. Para completar, a maioria das casas também não tem saneamento básico. “A gente vai buscar água num tanque duas, três vezes por dia”, conta o lavrador André Batista, 76 anos. 




Sem água há 15 dias, moradores de Morrinhos são obrigados a carregar baldes e galões
(Foto: Amana Dultra)

  O tanque fica a cerca de dois quilômetros do povoado, no terreno que faz parte de uma fazenda da região. Todos os dias, eles caminham até lá com carros de mão e baldes na cabeça. “O tanque é fundo, quase do tamanho do poste, quando está cheio. Mas quem alimenta é a chuva e não está chegando nem nas pernas”, diz, apesar de não saber dizer há quanto tempo não chove. 

 A água que resta se mistura com a lama do fundo do poço. “Como se não bastasse, a gente disputa com animais que bebem a água. É cavalo, cachorro, porco...”, afirma o lavrador Ivonaldo Barbosa, 30. 

 Procurada pelo CORREIO, a assessoria da prefeitura de Feira de Santana não deu um posicionamento oficial até o fechamento desta edição, às 20h. Já a assessoria da Embasa, responsável pelo fornecimento de água, não confirmou a informação, devido à paralisação administrativa de 24 horas do órgão, ontem. 

 Povoado tem cerca de 400 moradores em 90 casas 

 Localizado no distrito de Jaguara, em Feira de Santana, o povoado de Morrinhos tem quase 400 habitantes, que vivem em cerca de 90 casas. Para chegar até lá, é preciso seguir pela BR-116 e pela Estrada do Feijão. 



 Apesar de os primeiros moradores terem chegado em 1890, o número de casas só aumentou em 1975, segundo o lavrador André Batista, 76 anos, popularmente chamado de “memória viva” da comunidade. “Só tinha seis casas. Depois, as famílias começaram a chegar e abrir as ruas”.

Confira também:


http://issuu.com/tmagrit/docs/catalogocasasdosertao_versaovirtual

http://g1.globo.com/videos/bahia/jornal-da-manha/t/edicoes/v/trabalho-de-artista-plastica-mexe-com-o-imaginario-dos-moradores-de-morrinhos/3296509/

quinta-feira, 21 de março de 2013

Processo de desertificação no Brasil e no Mundo

Por Lucas Lobato

Nos últimos anos, se tornaram comuns, no Brasil, os desastres naturais como as chuvas torrenciais que atingiram na última semana a cidade de Petrópolis (RJ). Em apenas um dia, o índice de precipitação chegou a 400mm. A média para a região durante um ano é de 1500mm. Tal fenômeno é comum em áreas desérticas, onde pelo contrario do que se pensa, chove durante um ou poucos dias, a chuva de todo o ano.

Fica claro que a natureza nos alerta sobre a devastação do meio natural produzida pelo homem como o desmatamento, a impermeabilização do solo, o aceleramento do aquecimento global e os altos índices de poluição.










A principal causa da desertificação é a retirada predatória e em grande escala dos recursos através de:
-Manejo inadequado do solo e da água,
-Desenvolvimento de atividades agropecuárias,
-Mineração,
-Irrigação mal planejada,
-Desmatamento indiscriminado,



No Brasil a desertificação é  causada, principalmente, pela agricultura não adaptada aos ecossistemas, que resulta na redução da fertilidade dos solos, pela erosão e salinização dos mesmos, assim como o esgotamento dos aquíferos. Essa situação tende a piorar, tendo em vista a intensificação da produção agrícola com objetivos meramente econômicos. Já é possível identificar muitos focos de "novos desertos" em vários estados brasileiros, inclusive dentro da Floresta Amazônica, e o pior, na maioria dos casos o processo é irreversível.

Cabe a nós criar novas perspectivas, mudando nosso hábitos e cobrando a mudança do processo de crescimento econômico do país em busca do Desenvolvimento Sustentável do Brasil.

Como podemos fazer nossa parte?


- Reduzir o desperdício de água
-Reduzir o consumo dos resíduos sólidos (Pense de novo os 7R's)
-Diminuir o consumo de energia elétrica
-Diminuir o consumo de combustíveis fosseis como a gasolina. Utilizando meios de transporte públicos e bicicletas. Caso sua cidade não disponha de um sistema eficiente, una-se a outras pessoas e cobre mudanças na câmara municipal. Os vereadores devem trabalhar para melhorar a qualidade de vida no município.
-Plante uma árvore! Além de melhorar a qualidade de vida de todo o ecossistema do qual fazemos parte, é uma ótima terapia.

Fontes:


terça-feira, 19 de março de 2013

Suporte para carregador de celular

Se o seu carregador não alcança a tomada, a solução é simples: basta criar um suporte com a embalagem de sabonete líquido, shampoo e tantos outros materiais!
Use sua criatividade!

domingo, 17 de março de 2013

Criatividade para Reciclar


Confira as fotografias. 
São luminárias e cortinas lindas feitas com o fundo de garrafas pet.
Visite o link de Michelle Brand. RECICLE UMA IDEIA!


http://michellebrand.tumblr.com/Cascade

 





 http://michellebrand.tumblr.com/Flowerfall

No Como Fazer Tudo Artesanato tem outra dica com o corpo da garrafa pet. 

Assista o vídeo! 
Mais uma ideia do que você pode fazer  as garrafas Pet. 

Publicado em: http://www.larcriativo.com/ 
http://www.larcriativo.com

CADEIRA COM GARRAFAS PET



CADEIRA COM GARRAFAS PET
É fácil montar móveis com garrafas PET? Agora que a técnica foi desenvolvida, a resposta é sim.
Se hoje a confecção de móveis com garrafas PET já está se tornando uma prática conhecida, isto se deve ao espírito inventivo e ao pioneirismo do Prof. Sebastião Feijó, criador da técnica.
Material necessário:
  • Garrafas plásticas de dois litros (200 a 250 para a poltrona e 40 a 50 para o pufe)
  • Tesoura
  • Fita adesiva larga (ou barbante nº 6/8)
Etapas:

 

1 - MONTANDO A PEÇA DE RESISTÊNCIA

1.1 Separe uma garrafa limpa, vazia e sem rótulo. Vamos chamá-la de peça "a":
1.2 Pegue uma garrafa e corte-a ao meio. Vamos chamar a parte de baixo de peça "b" e a de cima de peça "c":    
1.3 Corte outra garrafa ao meio. Vamos chamar a parte de baixo de peça "d" e a de cima de peça "e":    
1.4 Encaixe a peça "c" dentro da peça "b":
DICA: use uma chave de fenda para ajudar a encaixar as peças.
pet-1f.jpg (6718 bytes)   
1.5 Encaixe a peça "a" dentro da peça "b+c":       
1.6 Encaixe a peça "d" por cima da peça "a+b+c" pet-1j.jpg (11462 bytes)    

      

    

Está pronta a PEÇA DE RESISTÊNCIA.



2 - MONTANDO O ASSENTO DA CADEIRA


2-1. Faça 16 peças de resistência e prenda-as, duas a duas, com fita adesiva, formando oito duplas: pet-2a.jpg (13086 bytes)
2-2. Junte novamente os conjuntos de dois em dois, formando quatro grupos de quatro peças de resistência: pet-2b.jpg (16774 bytes)
2-3. Mais uma vez amarre de dois em dois, formando dois grupos de oito peças de resistência: pet-2c.jpg (27872 bytes)
2-4. Amarre os dois grupos de oito peças de resistência para formar o ASSENTO DA CADEIRA:pet-2d.jpg (42486 bytes)

3 - MONTANDO O ENCOSTO DA CADEIRA



3 - MONTANDO O ENCOSTO DA CADEIRA
3-1. Encaixe três peças "b+c" por cima da peça de resistência, formando um tubo. Faça dois tubos dessa maneira.     
3-2. Faça mais dois tubos, dessa vez encaixando quatro peças "b+c" sobre a peça de resistência. Amarre os quatro tubos com fita adesiva para formar o ENCOSTO DA CADEIRA:
3-3. Faça mais dois tubos, dessa vez encaixando quatro peças "b+c" sobre a peça de resistência. Amarre os quatro tubos com fita adesiva para formar o ENCOSTO DA CADEIRA: pet-3c.jpg (39102 bytes)
3-4. Junte o ENCOSTO ao ASSENTO com várias voltas de fita adesiva para ficar bem firme.
ESTÁ PRONTA A CADEIRA!
pet-final.jpg (70515 bytes)

sábado, 16 de março de 2013

Piso feito com tampinhas

Plante!

Não jogue fora, plante...É fácil plantar abacaxi, plante o seu também! Fica a dica da fan page juventude sustentável... coloque na água até enraizar e depois..plante

Reciclagem de Copos descartáveis

Espaço Amape ensina curiosidades da reciclagem para crianças no Recife

Reciclagem com Garrafas PET

Reciclagem com Garrafas PET 

 

BARCOS COM GARRAFAS PET RECICLADAS

Reportagem com Lucivaldo, construtor de  barcos com garrafas pet recicladas


sexta-feira, 15 de março de 2013

DICAS PARA RECICLAR GARRAFAS PET

12 DICAS PARA RECICLAR

Como mudar sua rotina e colaborar com a reciclagem de lixo. Abra sua mente!

RECICLAGEM PARA MUDAR A VIDA

RAP DA RECICLAGEM NO CASTELO RÁ TIM BUM

O Ratinho ensina como fazer reciclagem com esse rap muito divertido!

Redução de Resíduos

Você pode descartar corretamente seu lixo, fazer sabão com óleo de cozinha, montar um jardim reciclado dentro de casa ou contribuir com uma nova ideia.

Bruno Fonseca


Ei, você que resolveu ler este post. Adianto que aqui você não irá encontrar nenhuma solução mágica para resolver todos os problemas do mundo. Mas quem sabe uma mãozinha não venha a calhar? Pois esse é o espírito da boa desta semana, que traz ações simples que algumas pessoas que moram, trabalham ou passam pela Savassi resolveram colocar em prática.
E se você também faz algo pelo meio ambiente ou conhece outro bom exemplo, envie para a gente! Se o planeta parece tão grande, quem sabe começar pelo bairro não seja mais adequado?

O disquete do vovô não roda mais

Foto: naSavassi
Posto de recolhimento de lixo elétrico e eletrônico no Pátio Savassi.

Houve o tempo em que videocassete era o máximo. As pessoas utilizavam monitores de computador que pesavam facilmente uns 10 kg. E, pasmem, disquetes de 720 KB guardavam todos os seus arquivos importantes. Pois é, tudo isso é passado, mas tem muita gente por aí bancando de museu e sem saber o que fazer com tanta relíquia.

O problema é que esse tipo de equipamento não pode ser descartado no lixo comum. “Desses produtos podem vazar elementos como mercúrio, chumbo, fósforo e cádmio, que irão contaminar o ar ou os lençóis subterrâneos”, explica Lucio Di Domenico, presidente da ONG Descarte Certo, um dos parceiros da Semana Mineira de Redução de Resíduos, evento que acontece justamente nesta semana.
Até esta sexta (25), a Semana Mineira de Redução de Resíduos, que também ocorre na Europa, está propondo uma série de eventos para buscar soluções relação à produção de lixo. Dentre elas, está a destinação correta do lixo elétrico e eletrônico, como os videocassetes, monitores e disquetes citados anteriormente. E a Savassi ganhou um ponto de coleta, localizado no piso G3 do Pátio Savassi.
Segundo os organizadores do ponto de coleta, o baú, feito de material reciclado, está se enchendo todos os dias. Para se ter uma ideia, além de muitos monitores, teclados e caixas de som, as pessoas já entregaram barbeadores, telefones antigos e até máquinas de escrever elétricas. E você? O que está esperando para desencostar aqueles CDs antigos que você insiste em esconder no fundo do armário?

Um barbeador que mais parece um rádio, uma máquina de escrever elétrica que ainda funciona e um gravador de voz em fita cassete foram alguns dos itens recolhidos no Pátio. O que ainda funcionar poderá ser doado.


Uma mão lava a outra

Foto: naSavassi
A professora de Química e o sabão feito de óleo de cozinha usado.

Durante uma excursão de colégio, Maria José Fonseca, professora de Química do Colégio Santo Antônio, localizado na Savassi, levou alunos do Ensino Médio para conhecer estações de tratamento de água e esgoto. Uma das informações que mais marcou a professora foi o apelo dos profissionais das estações sobre o descarte incorreto de óleo. “Eles explicaram que o óleo, quando chega aos rios, impede a oxigenação e acaba matando muitas espécies. Até no esgoto o óleo é um problema, pois ele cria uma escuma que dificulta e torna muito mais caro o tratamento, já que é preciso oxigenação”, detalha.

Depois da visita, Maria José pesquisou e encontrou uma receita de sabão feito a partir de óleo usado – estava aí a solução. Ela comprou material, testou variações da receita e encontrou uma na qual se elimina o cheiro da soda cáustica, a mistura aquece pouco e o cheiro do óleo não permanece no sabão. “Percebi que deveríamos começar da escola para a rua. Fizemos o sabão no colégio e cada aluno do 2º ano entregou para um professor ou funcionário, junto com a receita e locais onde é possível entregar o óleo usado, caso você não queira fazer o sabão”, conta.

A ideia deu certo e, durante um evento na Praça da Assembleia, foram distribuídos mais de 600 sabões. Além disso, a professora organizou uma gincana para os alunos criarem rótulos que foram utilizados nas peças. O produto, ela garante, pode ser usado para lavar louças e roupas – e até inclui efeito alvejante. O cheiro do sabão nem de longe lembra óleo usado, a única restrição é evitar óleo de fritura de peixe, que possui odor forte. “Muita gente joga óleo pelo encanamento porque não sabe as consequências, por isso é importante conhecer como é feito o tratamento de esgoto e água. As pessoas acham que basta apenas jogar produto químico, mas o processo é totalmente biológico”, alerta.


Quer testar o sabão?

Gostou da solução encontrada pela professora? Pois se você mora na região da Savassi, temos um presente especial para você. É só enviar um e-mail para redacao@nasavassi.com.br que entregamos um desses sabões na sua casa, junto à receita, para você testar. Temos apenas oito sabões que serão entregues aos primeiros que enviarem e-mail.

Confira como fazer o sabão aqui - Receita de sabão de óleo de cozinha
Prefere entregar o óleo usado? Veja os locais de entrega em Belo Horizonte
Pontos de Coleta Domiciliar
Sistema Educacional 1° passos
Rua Cristina 158, Bairro Carmo, Belo Horizonte – MG – Fone: (31) 3227-2249‎

Colégio Santa Dorotéia
Rua Chicago 240, Bairro Sion, Belo Horizonte – MG – Fone: (31) 3285-2245
Comunidade Nossa Senhora da Piedade
Rua Bolívar 328, Bairro União, Belo Horizonte – MG – Fone: (31) 3486-7719
Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Rua Francisco Leão Correia 47, Bairro União, Belo Horizonte – MG
Comunidade São Joaquim e Santana
Rua Lauro Gomes Vidal, 359 | Bairro Dom Joaquim
Ecopontos de Coletas em Supermercados na Grande BH

Supermercado Epa
LOJA 10 – Rua Pará de Minas. Bairro Padre Eustáquio, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 30.730-440, Tel: 031 3462-4463.
LOJA 12 – Av. Presidente Antonio Carlos, 8000. Bairro Aeroporto, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 31.270-010, Tel: 031 3389-5600.
LOJA 13 – Av. Cristiano Machado, 2.250. Bairro Cidade Nova, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 31.170-800, Tel: 031 3481-7977.
LOJA 18 – Rua Monteiro Lobato, 488. Bairro Ouro Perto, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 31.310-530, Tel: 031 3498-1809.
LOJA 19 – Av.Vilarinho,1300 – Lj 43. Bairro São Pedro/Venda Nova, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 31.610-070, Tel: 031 3451-4023.
LOJA 06 – Rua Boaventura, 1784. Bairro da Liberdade. Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 31.270-310, Tel: 031 3496-9498.
LOJA 48 – Av.Flávio dos Santos, 500. Bairro Floresta, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 31.015-150, Tel: 031 3468-4797.
LOJA 65 – Av. Abílio Machado, 3075. Bairro Jardim Inconfidência, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 30.830-000, Tel: 031 3474-8295.
LOJA 82 – Rua Waldomiro Lobo, 1.499. Bairro Guarani, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 31.814-620, Tel: 031 3433-3441.
LOJA 03 – Rua Conselheiro Lafaiete, 735. BairroSagrada Família, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 31.030-010, Tel: 031 3482-6266.
LOJA 04 – Rua Mário Martins, snº. Bairro Pompéia, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 30.280-450, Tel: 031 3482-4523.
LOJA 07 – Av. Olinto Meireles, 370. Bairro Barreiro, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 30.640-010, Tel: 031 3384-1766.
LOJA 09 – Rua Joaquim Nabuco, 208. Bairro Nova Suíça, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 30.460-040, Tel: 031 3371-7282.
LOJA 34 – Rua Coração Eucarístico de Jesus, 80. Bairro Coração Eucarístico, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 30.535-460, Tel: 031 3375-6048.
LOJA 88 – Rua Platina, 1.600. Bairro Calafate, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 30.480-240, Tel: 031 3334-1387.
LOJA 69 – Rua Extrema, 95. Bairro Guanabara, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 32.115-260, Tel: 031 3357-9469.
LOJA 79 – Av. Úrsula Paulino, 2405. Bairro Betânia, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 30.580-000, Tel: 031 3383-1522.
LOJA 87 – Av. João XXIII, 495. Bairro Alipio de Melo, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP 30.820-660, Tel: 031 3473-6802.
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Supermercado Super Nosso
LOJA CRUZEIRO
Endereço: Av. Afonso Pena, 3.328
Telefone: (31) 3223-5559
Funcionamento: Seg. a Sex. de 07:30 as 23:00 |Sáb: 7:30 as 22:00 | Dom: de 08:00 as 20:00
LOJA GUTIERREZ
Endereço: Rua André Cavalcanti, 223
Telefone: (31) 3291-0513
Funcionamento: Seg. a Sáb: de 07:30 as 22:00 | Dom: de 08:00 as 20:00
LOJA LOURDES
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 2.001
Telefone: (31) 3295-5060
Funcionamento: Seg. a Sáb: de 07:30 as 23:00 | Dom: de 08:00 as 22:00
LOJA LUXEMBURGO – loja ecológica
Endereço: Rua Guaicuí, 355
Telefone: (31) 3344-5977
Funcionamento: Seg. a Sáb: de 07:00 as 23:00 | Dom: de 07:00 as 22:00
LOJA NOVA LIMA – loja ecológica
Endereço: Rodovia MG 30, 8.625 – Shopping Serena Mall
Telefone: (31) 3581-2531
Funcionamento: Seg. a Sáb: de 08:00 as 22:00 | Dom: de 08:00 as 18:00
LOJA XÚA – loja ecológica
Endereço: Av. Senhora do Carmo, 2.780
Telefone: (31) 3264-1789
Funcionamento: Seg. a Sáb: de 07:30 as 23:00 | Dom: de 08:00 as 22:00
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Supermercado Via Brasil
Av. Afonso Vaz de Melo, 465, Bairro Barreiro de Baixo, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP: 30.640-070. Tel: 031 3384-9121.
Av.João César de Oliveira, 1275 Bairro Cidade Jardim Eldorado, Contagem, Minas Gerais.
CEP: 32.315-000. Tel: 031 3911-6778.
Av. Pedro I, 402, Bairro Jardim Atlântico. Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP:31.710-000. Tel: 031 3495-4841.
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Supermercado Mart Plus
Rua Iraí, 235 Vila Paris, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP:30380-640. Tel: 031 3296-4550.
Av. Uruguai, 045, Bairro Sion, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP: 30310-300. Tel: 031 3287-8943.
Av. Barão Homem de Melo, 3095, Bairro Estoril, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP: 30450-250. Tel: 031 3378-3613.
Rua Képler, 405 Bairro Santa Lúcia, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP: 30.360-240. Tel: 031 3293-7523.
Av.Contorno, 4.255 Bairro São Lucas, Belo Horizonte, Minas Gerais.
CEP: 30.110-090. Tel: 031 3227-0819.
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Laboratórios Hermes Pardini
Avenida Cristiano Machado 2711, Bairro Ipiranga, Belo Horizonte, MG- Fone: (031)3228-6200
Avenida Cristiano Machado 597, Bairro da Graça, Belo Horizonte, MG- Fone: (031)3228-6200
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Avenida Bandeirantes 1808, Bairro Mangabeiras, Belo Horizonte, MG- Fone: (031)3228-6200
Avenida Bernado Monteiro 842, Bairro Santa Efigênia, Belo Horizonte, MG- Fone: (031)3228-6200
______________________________________________________________________
Supermercado Walmart
Avenida Portugal, n°5.000, Bairro Pampulha, Belo Horizonte, MG
Fone:(031)3413-2371
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Ambientação
Avenida Prefeito Américo Gianetti, S/N, Bairro Serra Verde, Belo Horizonte, MG
Fone:(031)3915-1788
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Associaçao da Caixa Economica Federal
Praça São Francisco, n°05, Bairro Pampulha, Belo Horizonte, MG
Fone: (031)3439-5000
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Apoio Mineiro
Avenida Silviano Brandão, n°3.001, Bairro Horto, Belo Horizonte, MG
Fone:(031)3489-4848
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ULTRAMIG
Avenida Afonso Pena, n°3.400, Bairro Cruzeiro, Belo Horizone, MG
Fone:(031)3263-7500
______________________________________________________________________
Banco do Brasil
Rua da Bahia,n°2500, Bairro Lourdes, Belo Horizonte, MG
Fone: (031)3280-6140
Rua Rio de Janeiro, n°750, Bairro Centro, Belo Horizonte, MG
Fone:(031)3217-3868
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Shopping Boulevard
Avenida dos Andradas, n°3.000, Bairro Santa Efigênia, Belo Horizonte, MG.
Tel:(031)2571-7518
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Associaçao de Cultura Jardim Alvorada
Rua Flor do Norte,n°255, Bairro Jardim Alvorada, Belo Horizonte, MG
Fone:(031)3418-1730
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Escola Estadual Madre Carmelita
Avenida Antônio Francisco Lisboa, n°500, Bairro Pampulha, Belo Horizonte, MG
Fone:(031)3411-1079
Colégio Master
Rua Santa Alexandrina 424, Bairro Milionarios, Belo Horizonte, MG
Fone: (031)3381-6400
______________________________________________________________________
Instituto Libertas de Educação e Cultura
Rua Professor Djauma Guimarães 140, Bairro Mangabeiras, Belo Horizonte,-MG
Fone: (031)3225-0693
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Escola Estadual Barão de Macaúbas
Rua David Campista 42, Bairro Floresta, Belo Horizonte, MG
Fone(031)3222-3534
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Colégio Marista Dom Silvério
Rua Lavras 225, Bairro São Pedro, Belo Horizonte, MG
Fone: (031)2125-0397
______________________________________________________________________
Colégio São Paulo
Rua Eduardo Porto 488, Bairro Cidade Jardim, Belo Horizonte, MG
Fone: (031)3253-8400
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Supermercado Carrefour Comércio e Ind. LTDA
Avenida Prudente de Moraes 374, Bairro Cidade Jardim, Belo Horizonte, MG
Fone: (031)32977688
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PUC- Minas
Rua Dom José Gaspar 500, Bairro Coração Eucarístico, Belo Horizonte, MG
Fone: (031)3319-4382
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Secretaria do Meio Ambiente
Rua Afonso Pena, n°4000, Bairro Cruzeiro, Belo Horizonte, MG
Fone:(031)3241-0090


Jardim verde


Para terminar nossa Boa da Semana, uma ideia simples encontrada por um morador da Savassi. Ere Magalhães, estudante de Ciências Econômicas, aprendeu com sua mãe a reutilizar garrafas PET para fazer vasos onde cultiva salsinha, tomilho, manjericão e outras ervas. Parece pouco, mas Ere afirma que além de conferir um novo uso às garrafas, os vasos garantem um tempero cultivado sem toxinas sempre ao alcance. Para os mais críticos, quem sabe a ideia não sirva como terapia? Não custa tentar.
Para fazer o vaso, basta cortar uma garrafa PET ao meio e inserir a parte superior na inferior de cabeça para baixo. Depois é só encher a abertura primeiro com pedras, para que a terra não caia, e terra. Então é só plantar e molhar regularmente. Como a parte inferior fica fechada, o vaso não propicia a reprodução de mosquitos transmissores da Dengue.

Semana Mineira de Redução de Resíduos

Ponto de coleta de lixo elétrico e eletrônico
Data: de 21 a 25 de novembro, das 10h às 22h.
Local: hall de elevadores do estacionamento G3 do Pátio Savassi, Av. do Contorno 6061
Seminário Resíduos da Indústria da Moda
Data:
 25 de novembro, das 10h às 18h.
Local: anfiteatro do piso L2 do Pátio Savassi, Av. do Contorno 6061
Inscrições: www.minasmenosresiduos.com.br
Entrada: gratuita

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"Lixo Extraordinário"



Documentário de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker. O filme relata a trajetória do lixo dispensado no Jardim Gramacho até ser transformado em arte pelas mãos do artista plástico Vik Muniz.
"Não é vergonha ser pobre,
vergonha é subir no mais alto degrau da fama
com a alma suja de lama."
(Frase de um personagem do filme "Lixo Extraordinário")

O lixo que produzimos, a arte que consumimos

Por Bruno Dorigatti
Publicado em: saraivaconteudo.com.br/

Depois de oitos anos sem ter um filme nacional concorrendo ao Oscar, e sem nunca ter concorrido na categoria de melhor documentário, o cinema nacional volta a figurar na mais famosa premiação da indústria do cinema.
O filme Lixo extraordinário, uma coprodução Brasil-Inglaterra, dirigida por Lucy Walker, João Jardim, e Karen Harley, vem conquistando platéias e prêmios mundo afora. Até agora, o documentário ganhou 23 prêmios em mostras e festivais, seja do júri ou do público, incluindo o de Sundance e Berlim, todos este ano.

O pano de fundo da história é do aterro sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, uma área aproximada de 1,3 milhões de metros quadrados. Ele recebe quase a totalidade do lixo produzido na cidade do Rio de Janeiro, cerca de 8.800, e é lá que milhares de famílias tiram o seu sustento, chegando a recolher 200 toneladas diárias de material reciclável e tudo o mais que puder ser reaproveitado

O local está com seus dias contados, por conta dos riscos de infiltração na Baía de Guanabara e deve fechar em 2012. Em 2004, foi criada a Associação dos Catadores do Jardim Gramacho (ACAMJG), com o objetivo de lutar pelos direitos dos trabalhadores nas negociações sobre as ações reparadoras quando do fechamento, e é justamente Sebastião Carlos do Santos, o Tião, 32 anos e presidente da Associação de Catadores, o personagem principal de "Lixo extraordinário".

Na verdade, o filme parte da experiência do artista brasileiro Vik Muniz em Gramacho, quando este decide fazer, em parceria com catadores, fotos montadas a partir do lixo recolhido por lá. Muniz, nascido em São Paulo, vive em Nova York desde a juventude, depois que, ao tentar separar um briga na rua, foi baleado e recebeu dinheiro do atirador para que não o denunciasse. Foi essa bala que deu a oportunidade de ser quem é hoje, “o artista brasileiro que mais vende, talvez a pessoa mais em voga no exterior”. Frase que afirma no documentário a Tião, quando chega a Gramacho e começa a explicar o que pretende por lá.

Muniz realiza trabalhos em diversas técnicas e materiais, que incluem geleia, manteiga de amendoim, açúcar, fios, poeira, usados para reproduzir imagens clássicas, seja pinturas, como a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, ou fotografias, como a de Seu Jorge. Recentemente, pôde ser visto na abertura da novela "Passione", da Rede Globo.

Outra grande sacada são as obras com açúcar feitas a partir de retratos de crianças em São Cristóvão e Nevis, uma ilha caribenha onde seus pais são explorados nas plantações de cana. Outro interessante e curioso trabalho foi feito a partir da poeira acumulada no Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA (na sigla em inglês). Já em Versos, Muniz retrata os fundos de telas famosas de Picasso e Van Gogh, algo que transita entre a originalidade e a picaretagem.

Se o filme começa com certo didatismo, com uma breve apresentação de quem é o artista e como ele conseguiu vingar nos Estados Unidos, com narração e situações que claramente parecem ter sido encenadas, o longa ganha ritmo ao se aproximar do lixão e entrar na vida dos personagens, que têm a oportunidade de realizar um trabalho artístico. O documentário focaliza as histórias sofridas e difíceis das pessoas que optam por essa vida, muitos de classe média empobrecida por conta de alguma fatalidade, como doença, morte, demissão, alguma tragédia que os levou até o lixão. Há os que gostam, há os que odeiam, há os que não se importam muito. E Vik Muniz chega para quebrar essa rotina, oferecer a oportunidade de fazer arte com aquilo.

Tião foi um dos personagens que posaram como modelo para que a sua foto fosse reconstruída em larga escala com objetos catados em Gramacho. Foi fotografado como Marat no famoso quadro na banheira, apunhalado – imagem inclusive escolhida para ilustrar o cartaz do filme. Ele acompanha Vik a um leilão em Londres, onde vende a obra por 28 mil libras (R$ 74 mil). Tião não foi o único a ganhar dinheiro com este trabalho. Todos os que participaram do documentário montando as obras ganharam R$ 75 por dia, mesmo valor que conseguem trabalhando no lixão. Aqueles que tiveram seus retratos montados ganharam R$ 10 mil.

Curiosamente, o filme teve três diretores. Começou com a britânica Lucy Walker, passou às mãos do brasileiro João Jardim e foi finalizado pela também brasileira Karen Harley. Talvez por isso o resultado da montagem seja um tanto irregular. E se o documentário começa um tanto condescendente, como quem passa a mão na cabeça destes menos privilegiados, o resultado final é satisfatório, ao apresentar reflexões, ainda que iniciais, sobre o lixo que produzimos e a arte que consumimos. Resta saber se a Academia também se dobra a esta reflexão.

O LIXO QUE VIRA LUXO: APRENDENDO A RECICLAR

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=28575
DICAS DO PORTAL DO PROFESSOR
O que o aluno poderá aprender com esta aula
1) Conhecer maneiras diferentes de coletar o lixo.
2) Conscientizar-se da importância da coleta seletiva do lixo para o reaproveitamento dos resíduos.
3) Conhecer o trabalho de indústrias de reciclagem de lixo.
4) Experimentar a prática de reciclagem na escola.
Duração das atividades
Três ou mais aulas de uma hora
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Não são necessários conhecimentos prévios
Estratégias e recursos da aula
 
 

ATIVIDADE 1: 

1º momento: Professor/a, inicie a aula convidando os/as alunos/as para se sentarem em círculo e ouvirem a história:  
"O caminho para o Vale Perdido" de Patrícia Engel Secco

Imagem disponível em:
http://picasaweb.google.com/marcyafernandez/OCaminhoParaOValePerdido#5264834437188118082
2º Momento: Explore a história com os/as alunos/as a partir das seguintes questões:
1) O que vocês acharam dessa história? 2) Quem era Rodolfo? 3) Onde Rodolfo morava? 4) Como era esse lugar? 5) O que mais o incomodava no lugar onde morava? 6) Em que o Vale Verde se transformou? Por quê? 7) Na sua percepção, o que deveria ser feito para o Vale de Lágrimas voltar a ser Vale Verde?
3º Momento: Propor aos alunos/as o "Jogo das Curiosidades"
Como jogar:
1ª etapa: Disponibilize uma caixa fechada contendo algumas perguntas. Sugestões de perguntas:
Quais os tipos de lixo que existem?
O que pode e deve ser feito com o lixo produzido?
O que é reciclar?
Quais são os materiais que podem ser reciclados?
2ª etapa: Disponibilize no chão algumas fichas contendo informações. Sugestões de fichas:
  • "Existem diversos tipos de lixo, como o  industrial, o hospitalar e o urbano".
  • "O lixo urbano é todo o lixo produzido nas casas, lojas, clubes, restaurantes e hotéis".
  • "É muito mais fácil produzir lixo do que se livrar dele".
  • "Algumas formas de destinação do lixo são: aterros sanitários, incineradores e reciclagem".
  • "Nos aterros sanitários e nos incineradores, o lixo é tratado de maneira correta, evitando assim impactos negativos ao meio ambiente".
  • "Outra solução razoável para o lixo é a reciclagem. Reciclar significa reaproveitar materiais usados como matéria-prima para a fabricação de novos produtos".
  • "Muitos materiais podem ser reciclados, como, por exemplo, os metais, os plásticos, os vidros, os papéis e a matéria orgânica".
(Informações Extraídas do Livro: O caminho para o Vale Perdido.)
3ª etapa: Coloque uma música e peça aos/às alunos/as que passem a caixa de mão em mão. Quando a música for interrompida, o/a aluno/a deverá pegar uma ficha na caixa, ler a pergunta e procurar a resposta para a mesma.
4º Momento: Professor/a, reflita sobre as informações contidas no jogo, procurando esclarecer as dúvidas e sensibilizar os/as alunos/as sobre a responsabilidade de cada um nos cuidados referentes à redução, reutilização e reciclagem do lixo. Sugere-se que a turma se divida em grupos de cinco para produzir cartazes com as informações discutidas nessa aula, enriquecendo com outros recursos e ilustrações.

ATIVIDADE 2:

1º Momento: Convide os/as alunos/as para se sentarem em círculo e ouvirem a música : "Não jogue lixo no chão"-Vital Farias, disponível no CD Emcantar:

Imagem disponível em:
http://www.amusicaquevemdeminas.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=824&Itemid=87
Esse Cd é composto por belas canções referentes à preservação da natureza e do ser humano.
Professor/a você poderá também exibir o seguinte vídeo aos/as alunos/as "Não jogue lixo no chão-2008", disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=nDD6RFSJY58

2º momento: Solicite aos/às alunos/as que, a partir do conteúdo da aula, elejam uma música para elaborarem uma paródia buscando sensibilizar para a importância da reciclagem do lixo como forma de preservação da natureza e qualidade de vida dos seres humanos.Oriente os/as alunos/as a pesquisarem sobre a coleta seletiva do lixo para abordar essa questão nas paródias criadas por eles/as. Você poderá propor um concurso de paródias com o tema "Reciclagem", ampliando a proposta para outras turmas ou para a escola como um todo, caso haja interesse de outros professores em trabalhar essa temática. Para exemplificar, apresente aos/às alunos/as o vídeo disponível no seguinte endereço: http://recicle.zip.net/


Professor/a, sugere-se a leitura dos seguintes materiais para auxiliar na construção das letras para as paródias:
"Coleta seletiva", disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Coleta_seletiva
"Educação ambiental e coleta seletiva do lixo", disponível em:
http://www.cenedcursos.com.br/educacao-ambiental-e-coleta-seletiva-do-lixo.html
"Coleta seletiva", disponível em:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/coleta-seletiva.php
 3º Momento: Agendar uma data para que os/as alunos/as apresentem as paródias aos/às colegas em sala de aula e posteriormente em evento aberto à toda escola.

ATIVIDADE 3

1º Momento: Convide os/as alunos/as para assistirem ao vídeo "Reciclagem com garrafas PET", disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=SqH06mSzq2c&feature=related

2º Momento: Pergunte aos/as alunos/as se eles/as conheciam a infinidade de objetos que se pode criar com garrafas PET. Proponha uma "Oficina de reciclagem".
3º Momento: Divida a turma em sub-grupos de até três alunos e disponibilize à eles garrafas PET  para que construam "potes organizadores" ou outros objetos com os mesmos. Caso seja possível, faça contato com um artesão ou professor de artes de sua escola que trabalhe com artesanato e reciclagem. Professor/a, se preferir, acesse os endereços abaixo e  você encontrará algumas sugestões para a realização da atividade.
Como reciclar garrafas PET, disponível em:
http://www.revistaartesanato.com.br/reciclagem/como-reciclar-garrafas-pet-otimas-ideias/08
Setor reciclagem, disponível em:
http://www.setorreciclagem.com.br/index.php?subaction=showfull&id=1200767615&archive=&start_from=&ucat=3&  
Faz fácil- o site que ensina a fazer, disponível em:
http://www.fazfacil.com.br/artesanato/reciclados.html
4º Momento: Organize uma exposição dos trabalhos produzidos pelos/as alunos/as, incentivando-os a propagar essa ideia entre os colegas, no meio familiar e em diferentes espaços que frequenta.

ATIVIDADE 4

1º Momento: Professor/a, é importante que você faça uma pesquisa sobre a existência de prováveis Usinas de Reciclagem em sua cidade ou região. Entre em contato com as mesmas para agendar uma atividade de campo com os/as alunos/as.
2º Momento: "Atividade de Campo: Visita à usina de reciclagem". Orientar os/as alunos/as a observarem como se dá o processo de reciclagem de materiais e anotar as principais dúvidas para serem feitas aos responsáveis ao final da visitação.
3º Momento: De volta à escola, divida a turma em sub-grupos e proponha a eles/as a construção de "Folders de Reciclagem" para divulgação na escola e comunidade. Disponibilize materiais diversos, dentre eles: papéis (de preferência reciclados), canetas, revistas para recorte, tesoura, dentre outros. Oriente os/as alunos/as a fazerem um apanhado de todas as informações obtidas ao longo das aulas para selecionar algumas que serão inseridas no folder. Caso seja possível, os/as alunos/as poderão realizar esse trabalho no laboratório de informática com orientação do professor.
Sugestão de Folder disponível em:
http://www.cenargen.embrapa.br/folders.html
Ao entrar no site, insira a palavra-chave "reciclagem de lixo" no item "BUSCAR" e você encontrará o arquivo abaixo em PDF.

  
4º momento: Orientar os/as alunos/as a distribuírem os folders na escola e em seu bairro procurando fazer a conscientização da população sobre os benefícios da reciclagem para o meio ambiente e para a saúde da população. É importante que os/as alunos/as estejam bastante esclarecidos sobre todas as contribuições da reciclagem, como por exemplo: redução dos níveis de poluição ambiental (solo, água e ar), redução do desperdício de recursos naturais, economia de energia, melhoria na qualidade de vida da população, manutenção da cidade limpa, dentre outras vantagens.
Recursos Complementares
Professor/a, para enriquecer sua aula, você poderá utilizar uma variedade de recursos disponíveis no Portal do Professor que tratam sobre o assunto. Acesse alguns deles pelos endereços abaixo:
Longa Vida, disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=29674
Garrafas PET, disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=19676
De onde vem o vidro?, disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=833
De onde vem o plástico?, disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=820
De onde vem o papel?, disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=815 
Avaliação
Professor/a, observe o envolvimento e participação dos/das alunos/as nas reflexões em aula, na atividade de campo, durante a experimentação da reciclagem na escola e nos diferentes momentos de pesquisa e discussão sobre o tema. Identifique se eles/as se sensibilizaram sobre a importância da coleta seletiva do lixo para o reaproveitamento dos resíduos. Por fim, pergunte a eles/as se foi possível compreender os benefícios da reciclagem do lixo para a preservação da natureza e para a saúde dos seres humanos.